Sepse mata mais de 240 mil pessoas anualmente, fique atendo

De acordo com o Instituto Latino Americano da Sepse – ILAS, o Brasil tem uma das maiores taxas de letalidade por sepse no mundo.

Estima-se que, anualmente, 400 mil novos casos são diagnosticados e mais de 240 mil pessoas, de todas as idades, morrem no Brasil, por causa da sepse.

Trata-se de uma inflamação generalizada do organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão.

Atualmente a sepse é a principal causa de mortes nas unidades de terapia intensiva.

O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Todas as pessoas que estão passando por uma infecção, e apresentam febre, aceleração do coração (taquicardia), respiração mais rápida (taquipneia), fraqueza intensa e, pelo menos, um dos sinais de alerta, como pressão arterial baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou ficam confusos (principalmente idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico.

Qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para uma sepse. As mais comuns são a pneumonia, infecções na barriga e infecções de urina.

Assim, quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da sepse.

Grupo de risco

Tem mais risco de adquirir:

– crianças prematuras e abaixo de um ano e idosos acima de 65 anos;

– portadores de câncer, pacientes com AIDS ou que fazem uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo contra infecções;

– pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes;

– usuários de álcool e drogas; e

– pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, tubos para medicação (cateteres) e tubos para coleta de urina (sondas).

Mas atenção: qualquer pessoa pode ter sepse.

Tratamento e prevenção da Sepse

O principal tratamento da sepse é administrar antibióticos pela veia, o mais rápido possível.

Podem ser necessários oxigênio, líquidos na veia e medicamentos que aumentem a pressão arterial.

A diálise pode ser necessária se os rins pararem de funcionar. Um aparelho de respiração artificial pode ser utilizado em caso de dificuldade respiratória grave.

O risco de sepse pode ser diminuído, principalmente em crianças, respeitando-se o calendário de vacinação.

Uma limpeza adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico ajudam a prevenir infecções hospitalares que levam à sepse.

Mas como ela não acontece só por causa de infecções hospitalares, bons hábitos de saúde podem ajudar.

Outra dica importante é evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos.

Fonte – site: Dia Mundial da Sepse.

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