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Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão

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O número é estarrecedor: 85.000. Este é o total de notificações de agressões de diferentes tipos (física, psicológica e tortura) contra crianças e adolescentes com idade até 19 anos, por ano, no Brasil.

O número veio à tona em levantamento resultado de parceria da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Ministério dos Direitos Humanos.

A cada dia, portanto, são mais de 230 agressões a crianças e adolescentes – detalhe importante – que são comunicadas. O número, portanto, pode ser muito maior, já que muitas das vítimas ou pessoas próximas têm medo de denunciar os agressores.

Data para protesto, luto e reflexão

Para chamar a atenção para esta triste realidade, o Grupo AUSTA junta-se a várias organizações e instituições de saúde para lembrar o 4 de junho, Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão.

Instituído em 1982 pela ONU (Organização das Nações Unidas), este dia está longe de ser uma data comemorativa, porém, foi criado em forma de protesto, luto e reflexão à essa violência que, infelizmente, cresce todos os dias no mundo inteiro. A agressão física e psicológica deixa marcas para vida toda.

Este dia relembra todas as vítimas infantis de afogamento, envenenamento, espancamento, queimadura, trabalho infantil e abuso sexual.

Também é necessário chamar a atenção para a carência de proteção e de educação das crianças, que se encontram numa fase frágil, de construção de mentalidade, caráter e de valores.

Garantir um ambiente seguro e são para o crescimento das crianças é um dever dos pais, famílias, comunidades locais, professores, educadores, governantes e população em geral.

Violência não é só física

Quando se pensa em violência, remete-se logo à física, mas não só esta. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem quatro tipos de violência classificadas: abusos físicos, sexuais, psicológicos e negligências.

De acordo com especialistas, traumas da violência doméstica podem fazer com que a criança se culpe pelo próprio sofrimento, consequentemente, promove a autoagressão por achar ser a causa deste problema.

Outro resultado é a agressão como uma forma de defesa, pois como ela não consegue se defender dos maus-tratos, acaba descontando em outras pessoas, principalmente nos colegas.

Este convívio com a violência impacta também no crescimento e desenvolvimento de sua personalidade.

A agressão muitas vezes ocorre dentro de casa, em forma de maus-tratos físicos ou até mesmo em negligência. Os casos mais comuns são de espancamento, encarceramento, queimadura, afogamento, envenenamento e abuso sexual.

Como denunciar violência contra a criança

Se houver a suspeita de violência ou agressão, é preciso fazer uma denúncia ao Conselho Tutelar da cidade o mais rápido possível, pois a vítima é vulnerável. Para saber o telefone do Conselho Tutelar mais próximo de sua casa, ligue para o número 100, lembrando que a ligação é gratuita e é assegurado o anonimato ao denunciante.

Em Rio Preto, há dois órgãos. O telefone do Conselho Tutelar Sul é o (17) 3222-1082 e o do Conselho Tutelar Norte é o (17) 3236-2862.

Violência pode aumentar com isolamento social

No dia 20 de maio, a Agência Brasil, do governo federal, divulgou que relatório da organização não governamental (ONG) World Vision, estima que até 85 milhões de crianças e adolescentes, entre 2 e 17 anos, poderão se somar às vítimas de violência física, emocional e sexual nos próximos três meses em todo o planeta.

O número representa um aumento que pode variar de 20% a 32% da média anual das estatísticas oficiais. O confinamento em casa, essencial para conter a pandemia do novo coronavírus, acaba expondo essa população a uma maior incidência de violência doméstica.

Dicas de como identificar uma criança possível vítima de violência:

  • Perturbações no sono: a criança tem dificuldade para dormir ou fica com o sono agitado, podendo haver pesadelos repetidamente;
  • Alimentação: o apetite pode aumentar ou diminuir;
  • Desempenho escolar: dificuldades de concentração, recusa de participar de atividades, queda no desempenho;
  • Mudanças de comportamento bruscas e repentinas: pode envolver desde o desinteresse por atividades que costumam lhe dar prazer ou até mesmo apresentar medos que ela não tinha antes.

 

Fontes: site Prefeitura do Paulista, do governo do Estado de Pernambuco, Escola paulista de Direito – EPD e site Veja, da editora Abril.

 

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