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No Dia Internacional da Mulher, diga NÃO à violência. Denuncie!

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Há controvérsias sobre a origem do Dia Internacional da Mulher, porém, todas as versões estão associadas a uma história de luta, seja da greve das mulheres, em Nova York, em 1911, seja das manifestações de operárias, na Rússia, em 1917.

Em 2019, no Brasil, o Dia Internacional da Mulher é marcado por outra luta. A luta contra a violência, cujos últimos números de agressões, sobretudo, por parte de companheiros deixam todos estarrecidos (veja mais abaixo).

Esta triste realidade mostra que a sociedade como um todo precisa travar luta sem trégua contra o feminicídio e as outras diversas formas de violência.

E uma das formas mais eficazes, sem dúvida, é a denúncia.

No Brasil, mais da metade das mulheres agredidas (52%) não denunciou o agressor ou procurou ajuda, nos últimos 12 meses.

Compreensível já que, segundo a mesma pesquisa, em 76% dos casos, a mulher conhecia o agressor.

Não importa se é a vítima, testemunha da agressão ou quem tomou conhecimento. DENUNCIE!

Mais de 1 milhão e 600 mil mulheres espancadas

Este é o impressionante número de vítimas de espancamento ou estrangulamento, nos últimos 12 meses, no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio.

Dentro de casa, a situação não foi necessariamente melhor. Entre os casos de violência, 42% ocorreram no ambiente doméstico.

Os dados são de levantamento do Datafolha, feito em fevereiro passado, a pedido da ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Mulheres pretas e pardas são mais vitimadas do que as brancas; as jovens, mais do que as mais velhas.

Veja o ranking dos agressores:

  1. Cônjuge/companheiro/namorado (23,8%)
  2. Vizinhos (21,1%)
  3. Ex-cônjuge/ ex-companheiro/ex-namorado (15,2%)
  4. Pai ou mãe (7,2%)
  5. Amigos (6,3%)
  6. Irmãos (4,9%)
  7. Patrão ou colega de trabalho (3%)

Local da agressão:

  1. Em casa (42%)
  2. Na rua (29,1%)
  3. Internet – redes sociais e aplicativos (8,2%)
  4. Bar, balada (2,7%)
  5. Na escola, faculdade (1,4%)
  6. Outro lugar (9%)

O principal canal de denúncia é:

Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência

Serviço de utilidade pública do governo federal, gratuito e confidencial, que funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive nos feriados. O anonimato é garantido.

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